ONTP alerta para aliciamento de vítimas de tráfico de pessoas através das redes sociais

Segundo o responsável, a evolução das formas de actuação das redes criminosas demonstra que o recrutamento de vítimas acontece, cada vez mais, através das plataformas digitais e de falsas promessas de oportunidades."O tráfico de pessoas continua a representar uma das mais graves violações da dignidade humana. Hoje, muitas vítimas já não são recrutadas apenas nas ruas, mas através das redes sociais, de falsas promessas de emprego, de propostas de estudo ou de oportunidades aparentemente legítimas. Esta realidade obriga-nos a repensar continuamente a nossa resposta e reforça a certeza de que nenhuma instituição, por mais competente que seja, conseguirá enfrentar sozinha um fenómeno desta complexidade" alerta.O responsável sublinha que o tráfico de pessoas continua a representar um desafio para Cabo Verde, apesar do reduzido número de casos registados no país, não significa que o fenómeno não exista. "Comparativamente com outros países, os dados estatísticos em Cabo Verde são reduzidos, mas não nos devemos prender apenas aos números. O mais importante é garantir que o país tenha capacidade para proteger as vítimas sempre que forem identificadas. Melhor ainda é trabalhar para que elas nunca existam. Cabo Verde reúne fatores de vulnerabilidade que exigem atenção permanente, desde a sua posição geoestratégica à mobilidade internacional, passando pelas desigualdades sociais, pelo desemprego e por outras fragilidades que podem ser exploradas pelas redes de tráfico",sublinha.José Luís Vaz considera que a localização geográfica de Cabo Verde, aliada ao aumento da mobilidade internacional, exige uma vigilância permanente por parte das autoridades e da sociedade. "A nossa posição geoestratégica faz com que Cabo Verde esteja numa localização que atrai pessoas e investimento. Aliás, somos um país turístico, o que cria uma dinâmica de mobilidade internacional e aumenta a procura de mão de obra, entre outros fatores. No entanto, também temos algumas vulnerabilidades a nível social e económico. Existem desigualdades sociais e desemprego, pelo que devemos estar conscientes da necessidade de reduzir essas fragilidades, evitando que os traficantes se aproveitem desses fatores e deste contexto", considera.José Luís Vaz defende o reforço da cooperação entre as instituições nacionais e os parceiros internacionais para prevenir o tráfico de pessoas, proteger as vítimas e responsabilizar os traficantes.O III Fórum Nacional Contra o Tráfico de Pessoas decorre no âmbito das comemorações do Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas e integra as actividades do Mês Nacional de Mobilização Contra o Tráfico de Pessoas 2026.

ONTP alerta para aliciamento de vítimas de tráfico de pessoas através das redes sociais

Segundo o responsável, a evolução das formas de actuação das redes criminosas demonstra que o recrutamento de vítimas acontece, cada vez mais, através das plataformas digitais e de falsas promessas de oportunidades.

"O tráfico de pessoas continua a representar uma das mais graves violações da dignidade humana. Hoje, muitas vítimas já não são recrutadas apenas nas ruas, mas através das redes sociais, de falsas promessas de emprego, de propostas de estudo ou de oportunidades aparentemente legítimas. Esta realidade obriga-nos a repensar continuamente a nossa resposta e reforça a certeza de que nenhuma instituição, por mais competente que seja, conseguirá enfrentar sozinha um fenómeno desta complexidade" alerta.

O responsável sublinha que o tráfico de pessoas continua a representar um desafio para Cabo Verde, apesar do reduzido número de casos registados no país, não significa que o fenómeno não exista.

"Comparativamente com outros países, os dados estatísticos em Cabo Verde são reduzidos, mas não nos devemos prender apenas aos números. O mais importante é garantir que o país tenha capacidade para proteger as vítimas sempre que forem identificadas. Melhor ainda é trabalhar para que elas nunca existam. Cabo Verde reúne fatores de vulnerabilidade que exigem atenção permanente, desde a sua posição geoestratégica à mobilidade internacional, passando pelas desigualdades sociais, pelo desemprego e por outras fragilidades que podem ser exploradas pelas redes de tráfico",sublinha.

José Luís Vaz considera que a localização geográfica de Cabo Verde, aliada ao aumento da mobilidade internacional, exige uma vigilância permanente por parte das autoridades e da sociedade.

"A nossa posição geoestratégica faz com que Cabo Verde esteja numa localização que atrai pessoas e investimento. Aliás, somos um país turístico, o que cria uma dinâmica de mobilidade internacional e aumenta a procura de mão de obra, entre outros fatores. No entanto, também temos algumas vulnerabilidades a nível social e económico. Existem desigualdades sociais e desemprego, pelo que devemos estar conscientes da necessidade de reduzir essas fragilidades, evitando que os traficantes se aproveitem desses fatores e deste contexto", considera.

José Luís Vaz defende o reforço da cooperação entre as instituições nacionais e os parceiros internacionais para prevenir o tráfico de pessoas, proteger as vítimas e responsabilizar os traficantes.

O III Fórum Nacional Contra o Tráfico de Pessoas decorre no âmbito das comemorações do Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas e integra as actividades do Mês Nacional de Mobilização Contra o Tráfico de Pessoas 2026.