Torcidas organizadas: e a violência explodiu no futebol baiano

O futebol é um dos esportes mais populares do mundo. A última Copa do Mundo, mostrou isso para milhões de pessoas em todo o planeta. Além disso, possui um enorme poder de unir pessoas, criar paixões compartilhadas, independentemente da idade, da profissão, da classe social ou da raça e gerar fortes emoções. Sem falar nos […] O conteúdo Torcidas organizadas: e a violência explodiu no futebol baiano aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Torcidas organizadas: e a violência explodiu no futebol baiano

O futebol é um dos esportes mais populares do mundo. A última Copa do Mundo, mostrou isso para milhões de pessoas em todo o planeta. Além disso, possui um enorme poder de unir pessoas, criar paixões compartilhadas, independentemente da idade, da profissão, da classe social ou da raça e gerar fortes emoções.

Sem falar nos gigantescos recursos financeiros que movimenta.

Na Bahia o futebol possui uma tradição de rivalidade intensa, é uma verdadeira paixão. Porém sempre foi visto, como um espaço de convivência e festa entre as duas maiores torcidas do Estado, particularmente na cidade de Salvador. Mais que isso, na Bahia a rivalidade histórica entre o Bahia e Vitória (BaxVi) sempre foi uma referência para a identidade esportiva do estado, até porque sempre é parte integrante da cultura e da festa popular baiana.

Mas, este final de semana, durante o jogo do (BaxVi), esse encanto foi quebrado. A relação de confiança, amizade e tolerância entre as torcidas foi rompida.

Quebrou-se o cristal!

A violência letal tomou conta do cenário do futebolbaiano, causando a morte de dois jovens membros da torcida organizada do Bahia (Bamor) que foram assassinados por membros da organizada do Vitória (Imbatíveis): seis suspeitos foram presos.

As imagens que tomaram conta das redes sociais no último final de semana, não deixaram dúvidas: mostram momentos de correria, perseguição e disparos de arma de fogo a torto e direito. Mostram também os prejuízos provocados em vários estabelecimentos comerciais e do terror que tomou conta das pessoas que nada tinham a ver com o futebol.

Os crimes ocorreram em bairros populares da cidade de Salvador. O primeiro deles, contra o segurança José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, morto a facadas nos arredores do Estádio Barradão, onde ocorria o jogo. Osegundo, Lucas dos Reis Bonfim, de apenas 19 anos,morto a tiros no bairro do Castelo Branco. Além disso, cenas de vandalismos, depredações e violências de todas as ordens se espalharam pela cidade, causando um clima de terror.

Foi uma tarde/noite de verdadeiro pânico!

A verdade nua e crua é que as “torcidas organizadas”, tanto na Bahia quanto no Brasil, independentemente do clube a qual são vinculadas, estão se transformando em verdadeiras organizações criminosas. E o que é mais grave com a conivência e o beneplácito dos dirigentes esportivos, bem como de políticos irresponsáveis.

Prova disso é o depoimento dado pelo pai de uma das vítimas:

“Esse movimento de torcida organizada só é um espetáculo dentro do estádio. Fora dele, infelizmente, não vemos diferença nos modos de operação entre facção criminosa e torcida organizada”,

O cinismo com que os dirigentes das “organizadas” tratam de crimes como esses é gritante. Repetem, como se fosse um mantra, os mesmos argumentos utilizados nas operações policiais que tem provocados a morte de inúmeros inocentes: “Não compactuamos com esse tipo de prática e defendemos que os fatos sejam rigorosamente apurados, com transparência, responsabilidade e respeito às vítimas e seus familiares”

Portanto, é fundamental que as autoridades policiais, o Ministério Público e a Justiça não só adotem medidas preventivas, como também rigorosas medidas punitivas para todos esses criminosos, para que o nosso futebol, volte a ser a alegria do povo e não esse palco de selvageria que tem se transformado.

Toca a zabumba que a terra é nossa!

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