Forças de Kyiv atacam petroleiros russos no mar Negro

"O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) levou a cabo ataques bem-sucedidos contra o petroleiro russo da frota fantasma Avero, no mar Negro, bem como contra três depósitos de petróleo no território de Stavropol, na Federação Russa", informou hoje aquele serviço.Segundo o SBU, o navio Avero transportava petróleo bruto russo para a China e Índia e tinha sido alvo de sanções por parte da Ucrânia. O SBU informou que o petroleiro foi atacado por um drone marítimo Mamai e divulgou um vídeo do ataque.O Avero tornou-se o quarto grande petroleiro da classe Suezmax, capaz de transportar grandes quantidades de petróleo, atingido pela SBU nos últimos 10 dias.Outros dois petroleiros, bem como um navio de carga seca e uma grua flutuante, foram atingidos na noite de sábado no mar Negro por drones aéreos lançados pelas Forças de Veículos Não Tripulados da Ucrânia, informou o seu comandante, Robert 'Madiar' Brovdi.Este responsável adiantou que 176 navios russos nos mares Negro e de Azov foram atacados com drones desde o início do mês. Os ataques paralisaram 75% da capacidade do ferry de Kerch, que liga a Crimeia ocupada à Rússia.Segundo Brovdi, para proteger outros navios dos drones ucranianos, a Rússia está a retirar até 200 equipamentos de drones da sua unidade Rubikon da linha da frente.Os ataques contra os petroleiros russos, bem como contra outras infraestruturas petrolíferas na Rússia, constituem "uma resposta justa e precisa" aos ataques russos, declarou no domingo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.A Ucrânia afirma que este tipo de operações dificulta a exportação de petróleo russo, priva o Kremlin das receitas utilizadas para financiar a guerra contra a Ucrânia e reduz a capacidade da Rússia de abastecer as suas tropas com combustível.Em resposta aos ataques ucranianos, a Rússia intensificou nos últimos dias os seus ataques contra as infraestruturas portuárias ucranianas na região de Odessa --- ataques que se têm prolongado ao longo dos últimos anos --- e atacou vários navios civis com bandeira estrangeira na zona.Estes ataques suscitaram preocupações quanto ao futuro das exportações de cereais da Ucrânia, que continua a figurar entre os 10 principais exportadores mundiais de trigo, óleo de girassol, cevada e milho.Segundo a Força Aérea da Ucrânia, mísseis russos atacaram hoje Pivdenne, onde se situa um dos três maiores portos do país.

Forças de Kyiv atacam petroleiros russos no mar Negro

"O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) levou a cabo ataques bem-sucedidos contra o petroleiro russo da frota fantasma Avero, no mar Negro, bem como contra três depósitos de petróleo no território de Stavropol, na Federação Russa", informou hoje aquele serviço.

Segundo o SBU, o navio Avero transportava petróleo bruto russo para a China e Índia e tinha sido alvo de sanções por parte da Ucrânia. O SBU informou que o petroleiro foi atacado por um drone marítimo Mamai e divulgou um vídeo do ataque.

O Avero tornou-se o quarto grande petroleiro da classe Suezmax, capaz de transportar grandes quantidades de petróleo, atingido pela SBU nos últimos 10 dias.

Outros dois petroleiros, bem como um navio de carga seca e uma grua flutuante, foram atingidos na noite de sábado no mar Negro por drones aéreos lançados pelas Forças de Veículos Não Tripulados da Ucrânia, informou o seu comandante, Robert 'Madiar' Brovdi.

Este responsável adiantou que 176 navios russos nos mares Negro e de Azov foram atacados com drones desde o início do mês. Os ataques paralisaram 75% da capacidade do ferry de Kerch, que liga a Crimeia ocupada à Rússia.

Segundo Brovdi, para proteger outros navios dos drones ucranianos, a Rússia está a retirar até 200 equipamentos de drones da sua unidade Rubikon da linha da frente.

Os ataques contra os petroleiros russos, bem como contra outras infraestruturas petrolíferas na Rússia, constituem "uma resposta justa e precisa" aos ataques russos, declarou no domingo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Ucrânia afirma que este tipo de operações dificulta a exportação de petróleo russo, priva o Kremlin das receitas utilizadas para financiar a guerra contra a Ucrânia e reduz a capacidade da Rússia de abastecer as suas tropas com combustível.

Em resposta aos ataques ucranianos, a Rússia intensificou nos últimos dias os seus ataques contra as infraestruturas portuárias ucranianas na região de Odessa --- ataques que se têm prolongado ao longo dos últimos anos --- e atacou vários navios civis com bandeira estrangeira na zona.

Estes ataques suscitaram preocupações quanto ao futuro das exportações de cereais da Ucrânia, que continua a figurar entre os 10 principais exportadores mundiais de trigo, óleo de girassol, cevada e milho.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, mísseis russos atacaram hoje Pivdenne, onde se situa um dos três maiores portos do país.