Mais de 108 mil zimbabueanos repatriados da África do Sul por ataques
"Até 18 de Julho de 2026, um total de 33.855 pessoas tinham sido repatriadas ao abrigo de acordos governamentais, enquanto se estima que 74.511 tenham saído por iniciativa própria", declarou o ministro da Informação do Zimbabué, Zhemu Soda.Para facilitar a deslocação dos repatriados, o Governo do país africano organizou 416 viagens de autocarro a partir do centro de repatriamento de Beitbridge, principal posto fronteiriço entre a África do Sul e o Zimbabué, para diversos destinos no país, explicou o ministro.Soda indicou que a clínica do centro de acolhimento de Beitbridge já atendeu 1.474 repatriados com diversas necessidades médicas.Por seu lado, o ministro do Governo Local e Obras Públicas, Daniel Garwe, assegurou que não se trabalha com um "número fixo" de repatriados, mas sim com uma estrutura para acolher qualquer zimbabueano que queira regressar."Temos cerca de dois milhões de zimbabueanos na República da África do Sul, aproximadamente 1,5 milhões documentados e cerca de 500.000 sem documentação", sublinhou Garwe.O Governo do Zimbabué também lançou um registo nacional para facilitar a reintegração social, económica e cultural dos seus cidadãos.Até ao momento, 15.065 repatriados foram registados em 52 setores de emprego identificados, principalmente trabalho doméstico, construção civil e agricultura, segundo as autoridades.A capital do país, Harare (nordeste), é também a província que mais repatriados recebeu até à data, seguida por Manicaland (leste), Midlands e Bulawayo (centro).A tensão na África do Sul tem vindo a aumentar nos últimos meses devido a uma onda de ataques xenófobos e protestos anti-imigração, que culminou no passado dia 30 de junho, quando milhares de pessoas saíram às ruas numa data que os organizadores tinham definido como prazo limite para que os imigrantes indocumentados abandonassem o país.Os grupos anti-imigração culpam os migrantes africanos pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos e pelas elevadas taxas de criminalidade, tendo chegado ao ponto de impedir o acesso destes a cuidados de saúde e à educação em instalações públicas.O Governo sul-africano condenou estes ataques, mas reivindicou o seu direito de travar a imigração irregular.Além do Zimbabué, vários países como o Uganda, Quénia, Nigéria, Maláui, Gana ou Moçambique repatriaram, nas últimas semanas, milhares de cidadãos que solicitaram o regresso aos países de origem por medo dos ataques.Na terça-feira, o Governo de Moçambique elevou o número de moçambicanos repatriados da África do Sul devido à vaga de ataques xenófobos para 1.472, garantindo que está preparado para receber mais cidadãos caso a situação no país vizinho persista. Segundo o executivo, já morreram 11 moçambicanos nestes ataques.As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e já deram origem a ondas de violência em várias ocasiões, especialmente nos bairros mais vulneráveis.Em 2008, mais de 60 pessoas perderam a vida devido a protestos deste tipo e, em 2019, pelo menos 18 estrangeiros foram mortos.Depositphotos
"Até 18 de Julho de 2026, um total de 33.855 pessoas tinham sido repatriadas ao abrigo de acordos governamentais, enquanto se estima que 74.511 tenham saído por iniciativa própria", declarou o ministro da Informação do Zimbabué, Zhemu Soda.
Para facilitar a deslocação dos repatriados, o Governo do país africano organizou 416 viagens de autocarro a partir do centro de repatriamento de Beitbridge, principal posto fronteiriço entre a África do Sul e o Zimbabué, para diversos destinos no país, explicou o ministro.
Soda indicou que a clínica do centro de acolhimento de Beitbridge já atendeu 1.474 repatriados com diversas necessidades médicas.
Por seu lado, o ministro do Governo Local e Obras Públicas, Daniel Garwe, assegurou que não se trabalha com um "número fixo" de repatriados, mas sim com uma estrutura para acolher qualquer zimbabueano que queira regressar.
"Temos cerca de dois milhões de zimbabueanos na República da África do Sul, aproximadamente 1,5 milhões documentados e cerca de 500.000 sem documentação", sublinhou Garwe.
O Governo do Zimbabué também lançou um registo nacional para facilitar a reintegração social, económica e cultural dos seus cidadãos.
Até ao momento, 15.065 repatriados foram registados em 52 setores de emprego identificados, principalmente trabalho doméstico, construção civil e agricultura, segundo as autoridades.
A capital do país, Harare (nordeste), é também a província que mais repatriados recebeu até à data, seguida por Manicaland (leste), Midlands e Bulawayo (centro).
A tensão na África do Sul tem vindo a aumentar nos últimos meses devido a uma onda de ataques xenófobos e protestos anti-imigração, que culminou no passado dia 30 de junho, quando milhares de pessoas saíram às ruas numa data que os organizadores tinham definido como prazo limite para que os imigrantes indocumentados abandonassem o país.
Os grupos anti-imigração culpam os migrantes africanos pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos e pelas elevadas taxas de criminalidade, tendo chegado ao ponto de impedir o acesso destes a cuidados de saúde e à educação em instalações públicas.
O Governo sul-africano condenou estes ataques, mas reivindicou o seu direito de travar a imigração irregular.
Além do Zimbabué, vários países como o Uganda, Quénia, Nigéria, Maláui, Gana ou Moçambique repatriaram, nas últimas semanas, milhares de cidadãos que solicitaram o regresso aos países de origem por medo dos ataques.
Na terça-feira, o Governo de Moçambique elevou o número de moçambicanos repatriados da África do Sul devido à vaga de ataques xenófobos para 1.472, garantindo que está preparado para receber mais cidadãos caso a situação no país vizinho persista. Segundo o executivo, já morreram 11 moçambicanos nestes ataques.
As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e já deram origem a ondas de violência em várias ocasiões, especialmente nos bairros mais vulneráveis.
Em 2008, mais de 60 pessoas perderam a vida devido a protestos deste tipo e, em 2019, pelo menos 18 estrangeiros foram mortos.
