N.º de crianças a dormir nas ruas em França sobe mais de 42% desde 2022
A ONG Federação de Atores Sociais (FAS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontaram que este número compromete a meta do Governo francês de "zero crianças nas ruas" definida em 2022."É urgente que os responsáveis pelas decisões públicas atuem. Um despertar político é vital para estas crianças. Se garantir abrigo para todas as crianças não é a nossa prioridade, o que é?", questionou a presidente da UNICEF França, Adeline Hazan.Pelo menos 2.355 crianças, incluindo 514 com menos de 3 anos, ficaram sem abrigo depois de ligarem para o 115, o número de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo.O número de crianças em situação de sem-abrigo aumentou 9% em relação a 2025 e 42% desde 2022, ano em que o Governo reafirmou a meta de "zero crianças nas ruas", apontaram as organizações.Estes números não são exaustivos, afirmaram a FAS e a UNICEF, referindo que algumas famílias não conseguem contactar a linha de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo ou optam por não ligar.Por outro lado, os menores desacompanhados em situação de sem-abrigo, bem como as famílias que vivem em ocupações ilegais ou bairros de lata, não estão incluídos na contagem."As consequências da situação de sem-abrigo na vida e no bem-estar das crianças são dramáticas: deterioração da saúde física e mental, isolamento social, exposição à violência e dificuldades de frequência escolar", sublinharam a UNICEF França e a FAS.Em 2025, 14 crianças com menos de 4 anos e 12 adolescentes dos 15 aos 18 anos morreram nas ruas. A UNICEF França e a FAS defenderam, em particular, um plano maciço de construção de habitações sociais.Em julho do ano passado, num relatório publicado por três inspeções-gerais concluiu que o programa de alojamento de emergência de França sofre de subfinanciamento crónico e de falta de supervisão, impedindo uma resposta às exigências atuais.Com o aproximar das eleições presidenciais de 2027, FAS e UNICEF apelaram para que o combate à falta de habitação infantil se torne uma prioridade absoluta nas políticas de habitação e alojamento.Foto: depositphotos
A ONG Federação de Atores Sociais (FAS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontaram que este número compromete a meta do Governo francês de "zero crianças nas ruas" definida em 2022.
"É urgente que os responsáveis pelas decisões públicas atuem. Um despertar político é vital para estas crianças. Se garantir abrigo para todas as crianças não é a nossa prioridade, o que é?", questionou a presidente da UNICEF França, Adeline Hazan.
Pelo menos 2.355 crianças, incluindo 514 com menos de 3 anos, ficaram sem abrigo depois de ligarem para o 115, o número de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo.
O número de crianças em situação de sem-abrigo aumentou 9% em relação a 2025 e 42% desde 2022, ano em que o Governo reafirmou a meta de "zero crianças nas ruas", apontaram as organizações.
Estes números não são exaustivos, afirmaram a FAS e a UNICEF, referindo que algumas famílias não conseguem contactar a linha de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo ou optam por não ligar.
Por outro lado, os menores desacompanhados em situação de sem-abrigo, bem como as famílias que vivem em ocupações ilegais ou bairros de lata, não estão incluídos na contagem.
"As consequências da situação de sem-abrigo na vida e no bem-estar das crianças são dramáticas: deterioração da saúde física e mental, isolamento social, exposição à violência e dificuldades de frequência escolar", sublinharam a UNICEF França e a FAS.
Em 2025, 14 crianças com menos de 4 anos e 12 adolescentes dos 15 aos 18 anos morreram nas ruas. A UNICEF França e a FAS defenderam, em particular, um plano maciço de construção de habitações sociais.
Em julho do ano passado, num relatório publicado por três inspeções-gerais concluiu que o programa de alojamento de emergência de França sofre de subfinanciamento crónico e de falta de supervisão, impedindo uma resposta às exigências atuais.
Com o aproximar das eleições presidenciais de 2027, FAS e UNICEF apelaram para que o combate à falta de habitação infantil se torne uma prioridade absoluta nas políticas de habitação e alojamento.
Foto: depositphotos
