11 de Setembro – Os atentados que mudaram os Estados Unidos e o mundo
Há 25 anos, na manhã de 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos da América foram palco de uma série coordenada de atentados terroristas que entrariam para a história como um dos acontecimentos mais marcantes e traumáticos do século XXI.Quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da organização terrorista Al-Qaeda. Dois deles foram lançados contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando incêndios de grandes proporções e, posteriormente, o colapso dos dois edifícios, perante milhões de pessoas que acompanhavam as imagens transmitidas em directo pelas televisões de todo o mundo.Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington, enquanto o quarto aparelho, o voo 93 da United Airlines, caiu num campo no Estado da Pensilvânia, depois de passageiros terem tentado retomar o controlo da aeronave.Os atentados causaram a morte de 2.977 vítimas, sem contar os 19 sequestradores, e deixaram milhares de feridos, para além das consequências físicas e psicológicas sofridas por sobreviventes, familiares das vítimas, equipas de emergência e outras pessoas expostas aos ataques.O impacto do 11 de Setembro ultrapassou, contudo, as fronteiras norte-americanas. Os ataques alteraram profundamente a política internacional, colocando o combate ao terrorismo no centro das prioridades de numerosos governos e organizações internacionais.Na sequência dos atentados, a administração norte-americana, então liderada pelo Presidente George W. Bush, lançou a chamada “guerra contra o terrorismo”, iniciando, em Outubro de 2001, uma intervenção militar no Afeganistão, país onde a Al-Qaeda encontrava apoio do regime talibã.Pouco tempo depois, os Estados Unidos adoptaram novas medidas de segurança interna e reforçaram os mecanismos de vigilância e controlo, incluindo nos aeroportos e nas fronteiras. Vários países seguiram o mesmo caminho, introduzindo legislação e procedimentos destinados a prevenir atentados terroristas.A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) invocou, pela primeira vez na sua história, o princípio de defesa colectiva previsto no artigo 5.º do seu tratado fundador, considerando que o ataque contra os Estados Unidos constituía um ataque contra todos os membros da Aliança.As consequências fizeram-se sentir igualmente nas viagens internacionais, na aviação civil, nos serviços de inteligência, na recolha e tratamento de informações pessoais e nas relações entre Estados. A segurança aeroportuária passou a obedecer a regras muito mais rigorosas, que permanecem, em grande medida, até aos dias de hoje.O 11 de Setembro também intensificou os debates internacionais sobre terrorismo, segurança, imigração, liberdade individual e direitos humanos. Para muitos analistas, o acontecimento marcou o fim de uma determinada percepção de segurança existente após o fim da Guerra Fria e inaugurou uma nova fase nas relações internacionais.Além do enorme impacto político e militar, os atentados deixaram uma profunda marca humana. Familiares continuam a recordar as vítimas e milhares de socorristas que participaram nas operações de emergência enfrentaram, ao longo dos anos, problemas de saúde associados à exposição a poeiras e substâncias tóxicas resultantes do colapso das Torres Gémeas.O local onde se erguiam os edifícios do World Trade Center transformou-se num espaço de memória, com o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, visitado anualmente por pessoas provenientes de diferentes partes do mundo.Um quarto de século depois, os atentados de 11 de Setembro de 2001 continuam a ser recordados não apenas pela dimensão da tragédia humana, mas também pelas profundas mudanças que provocaram na ordem mundial.O acontecimento demonstrou a capacidade de grupos terroristas não estatais influenciarem a agenda internacional e desencadeou guerras, alterações legislativas e políticas de segurança cujos efeitos continuam presentes.Para os Estados Unidos e para o mundo, o 11 de Setembro permanece, assim, como uma data de memória e reflexão sobre as vítimas, o terrorismo e as consequências duradouras de um dos mais devastadores ataques da história contemporânea.
Há 25 anos, na manhã de 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos da América foram palco de uma série coordenada de atentados terroristas que entrariam para a história como um dos acontecimentos mais marcantes e traumáticos do século XXI.
Quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da organização terrorista Al-Qaeda.
Dois deles foram lançados contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando incêndios de grandes proporções e, posteriormente, o colapso dos dois edifícios, perante milhões de pessoas que acompanhavam as imagens transmitidas em directo pelas televisões de todo o mundo.
Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington, enquanto o quarto aparelho, o voo 93 da United Airlines, caiu num campo no Estado da Pensilvânia, depois de passageiros terem tentado retomar o controlo da aeronave.
Os atentados causaram a morte de 2.977 vítimas, sem contar os 19 sequestradores, e deixaram milhares de feridos, para além das consequências físicas e psicológicas sofridas por sobreviventes, familiares das vítimas, equipas de emergência e outras pessoas expostas aos ataques.
O impacto do 11 de Setembro ultrapassou, contudo, as fronteiras norte-americanas.
Os ataques alteraram profundamente a política internacional, colocando o combate ao terrorismo no centro das prioridades de numerosos governos e organizações internacionais.
Na sequência dos atentados, a administração norte-americana, então liderada pelo Presidente George W. Bush, lançou a chamada “guerra contra o terrorismo”, iniciando, em Outubro de 2001, uma intervenção militar no Afeganistão, país onde a Al-Qaeda encontrava apoio do regime talibã.
Pouco tempo depois, os Estados Unidos adoptaram novas medidas de segurança interna e reforçaram os mecanismos de vigilância e controlo, incluindo nos aeroportos e nas fronteiras. Vários países seguiram o mesmo caminho, introduzindo legislação e procedimentos destinados a prevenir atentados terroristas.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) invocou, pela primeira vez na sua história, o princípio de defesa colectiva previsto no artigo 5.º do seu tratado fundador, considerando que o ataque contra os Estados Unidos constituía um ataque contra todos os membros da Aliança.
As consequências fizeram-se sentir igualmente nas viagens internacionais, na aviação civil, nos serviços de inteligência, na recolha e tratamento de informações pessoais e nas relações entre Estados. A segurança aeroportuária passou a obedecer a regras muito mais rigorosas, que permanecem, em grande medida, até aos dias de hoje.
O 11 de Setembro também intensificou os debates internacionais sobre terrorismo, segurança, imigração, liberdade individual e direitos humanos. Para muitos analistas, o acontecimento marcou o fim de uma determinada percepção de segurança existente após o fim da Guerra Fria e inaugurou uma nova fase nas relações internacionais.
Além do enorme impacto político e militar, os atentados deixaram uma profunda marca humana. Familiares continuam a recordar as vítimas e milhares de socorristas que participaram nas operações de emergência enfrentaram, ao longo dos anos, problemas de saúde associados à exposição a poeiras e substâncias tóxicas resultantes do colapso das Torres Gémeas.
O local onde se erguiam os edifícios do World Trade Center transformou-se num espaço de memória, com o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, visitado anualmente por pessoas provenientes de diferentes partes do mundo.
Um quarto de século depois, os atentados de 11 de Setembro de 2001 continuam a ser recordados não apenas pela dimensão da tragédia humana, mas também pelas profundas mudanças que provocaram na ordem mundial.
O acontecimento demonstrou a capacidade de grupos terroristas não estatais influenciarem a agenda internacional e desencadeou guerras, alterações legislativas e políticas de segurança cujos efeitos continuam presentes.
Para os Estados Unidos e para o mundo, o 11 de Setembro permanece, assim, como uma data de memória e reflexão sobre as vítimas, o terrorismo e as consequências duradouras de um dos mais devastadores ataques da história contemporânea.