Governo admite extinguir UTA para racionalizar recursos
Declarações de Arnaldo de Brito, feitas em São Vicente, no início de uma visita no âmbito da preparação do próximo ano letivo.“E a questão que se põe é se, racionalmente pensando, faz sentido em Cabo Verde haver duas universidades públicas. Esta é a questão central. Nós estamos a falar de duas universidades que, juntando-as, nós temos cinco mil e poucos alunos. E, se pensarmos na gestão de recursos, temos custos com estruturas e a questão da qualidade até a qualidade do corpo docente. Não é bom estar numa universidade pequena, não é bom, porque terá dificuldades no seu desenvolvimento. O mundo académico exige muita interação. Então, nós, numa lógica de racionalização de recursos, estamos a refletir sobre todos os cenários possíveis”, refere.Arnaldo de Brito falava à imprensa após um encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, no início de uma visita à ilha. O ministro cita um estudo do Banco Mundial sobre a sustentabilidade das universidades, que conclui que uma universidade precisa de uma base populacional de, pelo menos, um milhão de habitantes para ser sustentável.“Não é o caso. Cabo Verde tem o número de pessoas que nós sabemos que tem. É muito reduzido. Estar a fragmentar instituições do ensino superior não é boa ideia, sobretudo se nós queremos defender a qualidade. Primeiro, pensar na qualidade do corpo docente. Porque a qualidade da docência vai depender muito da qualidade do corpo docente. Tendo instituições fragmentadas e logo um corpo docente fragmentado, disperso, dificilmente nós estaremos a contribuir para termos um ambiente que ajude a fortalecer primeiro o corpo docente e ter um corpo docente que seja capaz de promover a qualidade”, aponta. “Nós, num país como o nosso, temos de evitar proliferar estruturas que depois têm custos de funcionamento. Nós precisamos de resultados para mudar o país, para mudar vidas de pessoas”, diz.O ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação iniciou, hoje, uma missão oficial a São Vicente e Santo Antão, no âmbito da preparação do ano letivo 2026/2027. O ministro e a sua equipa vão reunir-se com os delegados do Ministério da Educação, câmaras municipais e a Reitoria da Universidade Técnica do Atlântico...A missão pretende avaliar as condições existentes, conhecer as prioridades e os principais desafios do sector e identificar eventuais necessidades antes do arranque do novo ano letivo.
Declarações de Arnaldo de Brito, feitas em São Vicente, no início de uma visita no âmbito da preparação do próximo ano letivo.
“E a questão que se põe é se, racionalmente pensando, faz sentido em Cabo Verde haver duas universidades públicas. Esta é a questão central. Nós estamos a falar de duas universidades que, juntando-as, nós temos cinco mil e poucos alunos. E, se pensarmos na gestão de recursos, temos custos com estruturas e a questão da qualidade até a qualidade do corpo docente. Não é bom estar numa universidade pequena, não é bom, porque terá dificuldades no seu desenvolvimento. O mundo académico exige muita interação. Então, nós, numa lógica de racionalização de recursos, estamos a refletir sobre todos os cenários possíveis”, refere.
Arnaldo de Brito falava à imprensa após um encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, no início de uma visita à ilha. O ministro cita um estudo do Banco Mundial sobre a sustentabilidade das universidades, que conclui que uma universidade precisa de uma base populacional de, pelo menos, um milhão de habitantes para ser sustentável.
“Não é o caso. Cabo Verde tem o número de pessoas que nós sabemos que tem. É muito reduzido. Estar a fragmentar instituições do ensino superior não é boa ideia, sobretudo se nós queremos defender a qualidade. Primeiro, pensar na qualidade do corpo docente. Porque a qualidade da docência vai depender muito da qualidade do corpo docente. Tendo instituições fragmentadas e logo um corpo docente fragmentado, disperso, dificilmente nós estaremos a contribuir para termos um ambiente que ajude a fortalecer primeiro o corpo docente e ter um corpo docente que seja capaz de promover a qualidade”, aponta.
“Nós, num país como o nosso, temos de evitar proliferar estruturas que depois têm custos de funcionamento. Nós precisamos de resultados para mudar o país, para mudar vidas de pessoas”, diz.
O ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação iniciou, hoje, uma missão oficial a São Vicente e Santo Antão, no âmbito da preparação do ano letivo 2026/2027. O ministro e a sua equipa vão reunir-se com os delegados do Ministério da Educação, câmaras municipais e a Reitoria da Universidade Técnica do Atlântico...
A missão pretende avaliar as condições existentes, conhecer as prioridades e os principais desafios do sector e identificar eventuais necessidades antes do arranque do novo ano letivo.